Uma situação inusitada deixou em desespero o empresário Paul Olsen, 29 anos. No começo da noite da última terça-feira (14), um grupo de homens sem identificação entrou no terreno do empresário em Patamares e provocou a destruição generalizada do espaço, no anexo da casa de Paul. Testemunhas que estavam no local fizeram o registro da ação do grupo.
De acordo com Paul, o conflito teve início na última quinta-feira (8) quando cerca de 11 homens apareceram na localidade, na Rua Copaíba, nº42, e afirmaram que o terreno pertencia a eles. O empresário disse que a abordagem chegou a ser agressiva, com ameaças diversas sendo proferidas todo o tempo e com os ânimos exaltados. A primeira reação de Paul foi de supresa, já que o terreno de 2.400m², , avaliado em mais de R$ 3 milhões, pertence a ele, por usucapião, há mais de 20 anos.
"Na época, o local só tinha mato. Tinha até cobra aqui e servia de refúgio para atividades ilícitas. Nós capinamos e chegamos a buscar o dono do terreno, mas nunca ninguém apareceu. Nunca ninguém reclamou de nada. Não queremos roubar. Não temos necessidade disso ", afirma. O empresário possui os documentos de compra e de venda provando que tentou estabelecer contato com o proprietário.
Além da garagem, os homens também derrubaram duas árvores, a grade, a cerca elétrica, destruíram a fiação da iluminação e o muro. No episódio, nem o orquidário, composto por plantas raras, escapou do trabalho da máquina.
IndignaçãoEnfurecido pela demolição de seu patrimônio, Paul foi reclamar diretamente com os responsáveis. O apelo e a denúncia, entretanto, não impediram a continuidade da ação. A máquina só parou com a chegada da polícia, que exigiu algum tipo de identificação do grupo. Imediatamente foi apresentado um documento de compra e de venda no nome de Silvia Velloso Guimarães. Segundo afirmaram, ela teria adquirido o terreno de seu marido, Carlos Luciano Farias Guimarães Filho.
O documento apresentado estava no nome da empresa Patrimonial Vigo LTDA. Apesar disso, não havia alvará ou algum outro certificado liberando a ação. O empresário já registrou boletim de ocorrência na 12ª Delegacia, em Itapuã, alegando que sofreu clara tentativa de homicídio. A polícia também realizou a perícia do terreno.
O empresário segue buscando formas de contato com a empresa Patrimonial e também realiza buscas em cartórios para saber alguma outra informação sobre a posse do terreno. "Não encontrei nada, nem telefone, nem registro, nem nomes. Eu acredito que os documentos possam sim ter sido falsificados", finalizou
Nenhum comentário:
Postar um comentário